Convidamos você a embarcar em uma jornada única pelo tempo e pela memória de Rio Brilhante. Nosso museu virtual é um espaço dedicado a preservar e compartilhar a rica história do município, oferecendo uma imersão visual através de fotos e vídeos que revelam momentos inesquecíveis e marcos importantes da nossa trajetória.
Rio Brilhante vive na memória digital.
Aqui, você terá a oportunidade de conhecer as histórias de personagens que desempenharam papéis fundamentais na construção da cidade, além de explorar fatos históricos que moldaram nossa cultura e identidade. O museu também traz informações sobre os aspectos políticos, esportivos, policiais e de entretenimento que fizeram de Rio Brilhante o que é hoje.
Cada clique é um passo mais perto de entender a alma de Rio Brilhante, repleta de conquistas e histórias que merecem ser lembradas. Seja parte dessa memória!
O município de Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, tem origem nos campos do Erê (depois Vacaria), percorridos por espanhóis em 1593. Em 1628, a bandeira de Raposo Tavares explorou a região pelo Rio Ivinhema, desbravando rios e planaltos que dariam nome a Maracaju, consolidando sua importância histórica.
A ocupação efetiva de Rio Brilhante iniciou-se em 1836, com a chegada do mineiro Antônio Gonçalves Barbosa e sua comitiva. Navegando pelo Rio Ivinhema, encontraram os Caiuás e vacas dos Guaranis, originando o nome “Vacaria”. Fixaram-se em terras férteis, fundando a Fazenda Boa Vista, marco pioneiro da região.
Em 1842, Inácio Gonçalves Barbosa fundou a Fazenda Passatempo, atraindo novos moradores pela fertilidade das terras. Entre 1862 e 1864, imigrantes impulsionaram a produção, com destaque para a erva-mate. A invasão paraguaia causou um esvaziamento temporário, mas o retorno das famílias, somado à chegada de gaúchos agricultores, consolidou o povoamento rural.
No início do século XX, Francisco Cardoso Júnior, mineiro, foi decisivo para a fundação de Rio Brilhante. Em 1900, construiu um cruzeiro que deu origem à povoação “Entre Rios”, traçou a planta da cidade e ergueu a primeira igreja (1906) e o cemitério. Casado com Maria Lopes Cardoso, deixou cinco filhos e forte legado comunitário.
O município surgiu como distrito de Vacaria, em Campo Grande. Tornou-se vila Entre Rios em 1929 e, em 1943, passou a Caiuás, homenageando os indígenas locais. Em 1948, adotou o nome Rio Brilhante, inspirado no rio homônimo. Incorporou os distritos Aroeira (Prudêncio Thomaz) e Nova Alvorada, emancipado em 1991.
O crescimento econômico de Rio Brilhante foi intensificado na década de 1970, com o desenvolvimento da agricultura e agroindústria, que se somaram à pecuária de corte e exploração de madeira. A região possui ampla rede hidrográfica, com destaque para os rios Brilhante e Vacaria e diversos córregos, garantindo abundância de água para atividades rurais e urbanas.
Rio Brilhante, com 3.987,53 km² e 37.601 habitantes (IBGE, 2022), é destaque nacional na agroindústria. Localizado a 161 km de Campo Grande, possui forte produção de soja, milho, arroz e, sobretudo, cana-de-açúcar — terceira maior área plantada do Brasil. A agricultura moderna consolidou o município como referência econômica do Centro-Oeste.
Rio Brilhante alcançou avanços sociais e educacionais, sendo reconhecida em 2024 como a primeira Cidade Educadora de Mato Grosso do Sul, com destaque em saúde, saneamento e educação infantil. Culturalmente, é Capital Estadual do Chamamé desde 2011. No esporte, o Águia Negra se sobressai com títulos estaduais, simbolizando a paixão local pelo futebol.
O centro histórico de Rio Brilhante guarda marcos de sua identidade, como a Praça Dr. Boaventura, palco de encontros e eventos; as igrejas matrizes de São Sebastião e do Divino Espírito Santo, com rica arquitetura religiosa; o Museu Histórico Municipal, que preserva memórias dos pioneiros; e a antiga estação ferroviária, símbolo do progresso regional.
Entre 1948 e 1950, na gestão do prefeito Dr. Júlio Siqueira Maia, foi inaugurada a Prefeitura de Rio Brilhante, fortalecendo a administração municipal. O primeiro gerente de banco, Vasco Mendes Paez, difundiu o apelido “Pequena Cativante”. Com solos férteis, clima propício e abundância hídrica, a cidade consolidou sua vocação agropecuária e agroindustrial, ocupando posição estratégica no estado. Hoje, combina modernidade e tradição, preservando suas raízes históricas enquanto se afirma como polo de desenvolvimento regional.
Rio Brilhante reúne tradição e modernidade: da trajetória dos primeiros desbravadores ao desenvolvimento agrícola e industrial, destaca-se pela educação, cultura e esporte. Reconhecida pela qualidade de vida, infraestrutura e identidade regional, preserva a memória de seus pioneiros enquanto se afirma como polo estratégico e referência no Mato Grosso do Sul.
Ao longo dos anos, os desfiles cívicos em comemoração ao aniversário de Rio Brilhante tornaram-se uma das festas mais aguardadas pela população. Mais do que uma celebração, esses desfiles representam o orgulho de uma cidade que valoriza sua história, suas instituições e, principalmente, sua gente.
Momento que escolas, entidades, associações e grupos culturais se unem para mostrar, com criatividade e dedicação, o amor por Rio Brilhante. As ruas se enchem de cor, música e emoção, refletindo a identidade e os valores que constroem o município dia após dia.
Para os moradores, é uma oportunidade de reencontro, de memória e de homenagem às conquistas do passado e aos sonhos do futuro. Para os visitantes, é um convite a conhecer a alma de uma cidade vibrante e acolhedora.
Os desfiles cívicos não são apenas parte do calendário festivo, são um símbolo vivo da união e do espírito comunitário que fazem de Rio Brilhante uma cidade cada vez mais forte e brilhante.
É festa uma tradição local que remonta a quase oito décadas, valorizada como uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas da cidade.
Realizada pela Paróquia Divino Espírito Santo, a festa celebra o padroeiro da cidade, o Divino Espírito Santo. As edições, conta novena preparatória, cavalgada e carreata percorrendo ruas e avenidas da cidade, culminando em missa especial na igreja matriz.
Órgãos estaduais incluem o evento no calendário oficial de cultura do Mato Grosso do Sul desde 2009, reforçando sua relevância.
A prática da novena, a bandeira vermelha com a imagem da pomba (Espírito Santo), e a divisão de papéis entre festeiros; Imperador, Imperatriz, Capitão do Mastro, são heranças da tradição portuguesa, adaptadas com resquícios indígenas e caboclos.
Por muitas décadas, as Festas Juninas Integradas foram uma das manifestações culturais mais marcantes do município. Realizadas na praça central da cidade, essas celebrações reuniam todas as escolas locais em um grande encontro comunitário..
O evento era conhecido por suas vibrantes apresentações de quadrilhas, cuidadosamente ensaiadas por alunos, professores e voluntários, que dançavam ao som de músicas típicas em trajes caipiras coloridos e cheios de charme.
Barracas decoradas com bandeirolas enfeitavam a praça e ofereciam uma variedade de comidas tradicionais das festas juninas, como espetinho, cachorro-quente, bolo, milho, o famoso quentão e muito mais. Para completar o clima festivo, apresentações musicais animavam as noites e tornavam o evento um verdadeiro espetáculo cultural.
Fundado em 31 de maio de 1972 pelo político local Iliê Vidal, o Esporte Clube Águia Negra nasceu com a missão de representar Rio Brilhante no cenário esportivo de Mato Grosso do Sul. O clube começou sua trajetória no futebol amador, ganhando destaque em torneios municipais e regionais entre as décadas de 1970 e 2000, construindo uma base sólida de conquistas e torcedores apaixonados.
Em 1987, após um processo iniciado no ano anterior, o Águia Negra se profissionalizou oficialmente. Em 1990, foi reconhecido como entidade de utilidade pública estadual, consolidando sua importância no cenário esportivo sul-mato-grossense. O ano de 2001 marcou a estreia do clube em uma competição profissional oficial. E não poderia ter sido melhor: o Águia conquistou o título do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série B, garantindo acesso à elite do futebol estadual.
O primeiro título da Série A do Campeonato Sul-Mato-Grossense veio em 2007, sob o comando do técnico Elói Gruger. Em uma campanha memorável, o Águia derrotou o CENE, da capital, em um jogo histórico no Estádio Ninho da Águia, diante de uma das maiores torcidas já vistas no local. A conquista estadual abriu portas para o cenário nacional, levando o clube a disputar a Série C do Campeonato Brasileiro em 2007 e a Copa do Brasil em 2008.
Em 2012, o Águia Negra voltou a levantar a taça estadual, conquistando o bicampeonato em uma final emocionante contra o Naviraiense. A decisão, disputada no Ninho da Águia, foi transmitida ao vivo por uma emissora de TV aberta – um marco inédito para o futebol do estado.
Sete anos depois, em 2019, veio o tricampeonato, novamente conquistado em casa, desta vez a final foi contra o Aquidauanense. E em 2020, o Águia chegou ao seu tetracampeonato estadual, em mais um triunfo diante da equipe do Aquidauanense. O título teve um sabor especial por ter sido fora de casa, quando o Águia superou a vantagem do adversário e venceu o jogo por 01 a 00, em um jogo atípico, por causa da pandemia do COVID-19 que assolava o País, o jogo não contou com torcedores. Nas duas conquistas, o time foi comandado pelo técnico Rodrigo Cascca, o técnico com mais jogos e conquistas a frente do Águia Negra.
Com mais essa glória, o time rio-brilhantense se consolidou como o maior campeão do interior de Mato Grosso do Sul, com cinco títulos profissionais, sendo quatro da Série A e um da Série B.
Com 22 participações consecutivas na elite estadual, o Águia Negra é o clube com maior seqüência ininterrupta no Campeonato Sul-Mato-Grossense. Ao longo dessa trajetória, protagonizou partidas inesquecíveis, como a vitória contra o Sampaio Corrêa, equipe da Série B do Campeonato Brasileiro, e outras vitórias marcantes que fortalecem sua identidade vencedora.
Desde 2005, o clube é presidido por Iliê Martins Vidal, filho do fundador. Com uma gestão focada em estabilidade e resultados, Iliê se tornou o presidente mais longevo do futebol sul-mato-grossense e um dos mais vitoriosos da história do estado.
Pela lei número 3.877, de 16/06/1977 passou a se chamar Prudêncio Thomaz. Até hoje ainda está gravado na mente dos mais antigos o nome de uma árvore chamada aroeira em abundância que cobria a região chamada Vacaria.
AROEIRA é o único distrito do município de Rio Brilhante, alguns até afirmam que o patrimônio tem mais de 100 anos, onde ainda existem alguns prédios muito antigos, que carregam e conservam parte da sua história. Um deles foi remodelado, onde funcionou um banco na década de 1980, hoje de cor vermelha. Outro prédio também à margem da rodovia tem a data de 1937 onde tem os dizeres à sua frente, BAZAR e nas laterais, artesanato.
Uma residência do lado direito com destino a Campo Grande, debaixo de uma arvoredo está com a inscrição na sua parede, Rua Laucídio Coelho, outra marca que ainda resiste ao tempo. O endereço mostra o caminho de acesso à antiga fazenda belas artes de propriedade de Antonio, genro de Laucidio Coelho. Numa casa que também é antiga também a margem da BR, nesta casa morou a ex vereadora por seis mandatos e ex vice prefeita de Rio Brilhante Juraci Aparecida Pereira de Souza.
O distrito carrega em sua essência uma rica herança histórica e memórias vivas, preservadas por seus moradores mais antigos. Um exemplo marcante é o quase centenário Sr. Francisco Batista do Nascimento, popularmente conhecido como Chico Preto. Com quase 60 anos de residência no local, ele se tornou um verdadeiro guardião da história da comunidade, conhecendo como poucos os acontecimentos e transformações que marcaram o distrito ao longo das décadas.
Com aproximadamente 3 mil habitantes, o distrito está às margens do rio vacaria onde está o limite do município de Rio Brilhante com o município de Nova Alvorada do Sul, que antes era chamado de entroncamento.
A Praça Doutor Boaventura, também conhecida como Praça Central de Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, tem uma história ligada à formação e desenvolvimento do município. Originalmente chamada de Praça Três de Maio, foi renomeada em 1961 para homenagear o médico e político Raul Boaventura, figura importante na sociedade de Rio Brilhante. A praça, desde sua origem, tem sido um ponto de encontro para a comunidade, palco de eventos sociais, políticos e culturais.
Com suas árvores frondosas, que ao longo do tempo serviram de sombra e abrigo para tantas pessoas, a praça tornou-se um verdadeiro refúgio no coração da cidade. Seus galhos acolheram conversas despretensiosas, histórias de amor, risos de crianças e momentos de contemplação silenciosa. A natureza sempre esteve presente ali, compondo uma paisagem viva e acolhedora, que convida ao descanso e à convivência.
Com o passar dos anos, a praça passou por transformações significativas e ganhou nova roupagem. Foram feitas melhorias na iluminação, no paisagismo e na estrutura, sem perder o charme original que tanto encanta moradores e visitantes. Hoje, é considerada uma das praças mais bonitas do estado, um verdadeiro cartão-postal da cidade.
O destaque, no entanto, acontece especialmente nos finais de ano, quando a praça se transforma com uma decoração natalina toda especial. Luzes coloridas, enfeites temáticos e elementos cenográficos criam uma atmosfera mágica, que atrai famílias inteiras, fotógrafos e turistas. É um tempo em que a praça resplandece ainda mais, tornando-se palco de celebrações, encontros e memórias afetivas que perduram por toda a vida.
Construída pela família Barbosa Martins, em 1914, antes mesmo da fundação do município, segue imponente. O imóvel conhecido como Sobradinho, em Rio Brilhante, tem valor histórico e cultural.
Construída em sua maioria com materiais importados da Europa, o sobrado que viu Rio Brilhante crescer, foi também usada por uns tempos a casa do Poder Executivo do município.
Com o passar dos anos, a antiga residência do patriarca Domingos Barbosa Martins ganhou novos donos, mas continua sendo parte da família original e um patrimônio importante do município de Rio Brilhante.
Carlos Silva é considerado o jogador mais talentoso de Rio Brilhante. Meio-campista habilidoso e taticamente inteligente, atuou por clubes como XV de Jaú, Internacional de Limeira, Ponte Preta, América-RJ e Joinville, atingindo o auge no Santos na década de 1980. Destacou-se pela técnica, profissionalismo e dedicação ao esporte, sendo indicado à Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.
Francisco Carlos Martins Vidal, o Chicão, é outro grande futebolista de Rio Brilhante. Goleador por natureza, atuou em clubes como Coritiba, Bragantino, Santos, Botafogo-RJ e Ponte Preta, onde marcou 105 gols em seis anos, tornando-se ídolo. Medalhista olímpico em 1986, destacou-se como um dos principais atacantes de sua geração.
Alex Dias de Almeida, nascido em 26 de maio de 1972 e apelidado de “Atacante Pantaneiro”, começou no Águia Negra aos 16 anos. Destacou-se em clubes como Remo, Goiás, Cruzeiro, Vasco, São Paulo e Fluminense, além de passagens pelo Saint-Étienne e Paris Saint-Germain. Conhecido por velocidade e dribles, foi vice-artilheiro do Brasileiro em 2004.
Leomir Silva Teles, o Careca, é a mais recente revelação de Rio Brilhante. Revelado pelo Águia Negra, destacou-se aos 17 anos como artilheiro estadual em 2008 e na Copa do Brasil. Atuou pelo Corinthians, clubes do interior de SP e Paraná, e Paysandu. Retornou ao Águia Negra, sendo fundamental nos títulos estaduais de 2020 e 2021.
Janeiro de 1930 a Novembro de 1930
Novembro de 1930 - 1932
Novembro de 1932 a Dezembro de 1934
dezembro de 1934 a Março de 1935
Dezembro de 1935 a Abril de 1937
Abril de 1937 a Outubro de 1941
Outubro de 1941 a Dezembro de 1947
Dezembro de 1947 a Janeiro de 1951
Fevereiro de 1951 a Janeiro de 1955
Janeiro de 1955 a Janeiro de 1959
Janeiro de 1959 a Janeiro de 1963
Janeiro de 1963 a Janeiro de 1967
Janeiro de 1967 a Janeiro de 1970
Janeiro de 1970 a Janeiro de 1973
Janeiro de 1973 a Janeiro de 1977
Janeiro de 1977 a Agosto de 1977
Agosto de 1977 a Dezembro de 1982
Janeiro de 1983 a Dezembro de 1988
Janeiro de 1989 a Dezembro de 1992
Janeiro de 1993 a Deszembro de 1996
Janeiro de 1997 a Dezembro de 2000
Janeiro de 2001 a Dezembro de 2004
Janeiro de 2005 a Dezembro de 2008
Janeiro de 2009 a Dezembro de 2012
Janeiro de 2013 a Dezembro de 2016
Janeiro de 2017 a Dezembro de 2020
Janeiro de 2021 a Dezembro de 2024
Janeiro de 2025 a Dezembro de 2028
O Museu Brilhante é idealizado e mantido por Oséias Pereira, profissional audiovisual com mais de 27 anos de experiência. Com passagens como cerimonialista, radialista e assessor de comunicação, ele também atua no rádio esportivo desde 2011 e é engajado em projetos sociais e comunitários, liderando a preservação da história local.